
Sobre mim
Minha formação inicial é em Letras com habilitação em inglês, português e espanhol. Vivi na Espanha no início da formação da Comunidade Europeia, quando pessoas da minha área preparavam a criação do serviço de interpretação, demandado na época pelas instituições. Aproveitei essa efervescência e fiz cursos preparatórios, além de estudos comparativos do português com outras línguas.
Ao voltar ao Brasil, iniciei o doutorado em Linguística e Semiótica na Universidade de São Paulo (USP), mas quis o destino que, fosse pelos desafios da vida pessoal, fosse pelos desafios profissionais, eu acabasse trabalhando com formação de intérpretes.
Nas aulas de interpretação simultânea e consecutiva, pude observar que alguns alunos com mais conhecimento em língua estrangeira, nem sempre conseguiam os melhores resultados na prática interpretativa.
Para entender o que ocorria e poder ajudá-los, fiz uma pós-graduação em Psicopedagogia, na tentativa de vencer o desafio de passar para eles técnicas e confiança suficientes para interpretarem com competência. Nessa época, aprendi uma das coisas mais importantes sobre aprendizagem humana: precisamos ter consciência do que estamos aprendendo e de quão capazes vamos nos tornando a cada passo. Assim, meus alunos, além dos exercícios de interpretação, foram levados a fazer exercícios de auto avaliação. Esta prática, segundo os estudos de aprendizagem e minha própria experiência, mostrou-se produtiva não só para a aquisição de competência técnica, como consciência da própria evolução e construção da autoconfiança necessária a um profissional.
Ao longo dessa experiência, fui ampliando o atendimento clínico para as dificuldades de aprendizagem, para a organização e estratégias de estudo, aplicando métodos e atividades para superação de dificuldades individuais, implementando abordagens inclusivas para o ensino… mas sentia que faltava algo.
Faltava entender melhor o que nos leva a fazer o que fazemos e ser como somos. Fiz, então, uma pós-graduação em Medicina Comportamental, na Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Esses estudos me levaram a conhecer melhor o funcionamento do cérebro e o comportamento, independentemente ou não de quadros clínicos específicos, como o espectro do autismo, o déficit de atenção e a dislexia, entre outros.
Foquei, desde então, meu atendimento clínico, naquilo que me pareceu a fonte de maior frustração e sofrimento para as pessoas, a superação das dificuldades em aprender uma língua estrangeira (na maioria das vezes o inglês), em porque não conseguem ter bom desempenho em concursos seletivos (seja vestibular, programas de pós graduação ou vagas de empregos) ou o que as leva a desistir da capacidade que têm de aprender e se superar, achando que essa é uma habilidade que somente os outros possuem.
Ao longo destes anos, tenho ajudado muitas pessoas, com ou sem dificuldades específicas, a conquistar a vaga que desejavam na faculdade ou no serviço público e privado, a superar os efeitos da ansiedade, desmotivação e procrastinação no processo de aprendizagem e adaptar-se à vida escolar ou laboral. Muitas pessoas que, após a vida acadêmica, encontram dificuldade em se colocar no mercado de trabalho, adaptar-se às regras e hierarquia das instituições e empresas.
Como desafios são o combustível para minha própria aprendizagem e atuação profissional, adaptei programas de orientação para aprendizagem remota, na qual o aluno pode contar com os melhores recursos, segundo os estudos científicos. Além de ampliar as atividades de reabilitação cognitiva para pessoas que, após recuperação do COVID-19, apresentam prejuízo das funções executivas, especialmente dificuldades de memória, concentração, planejamento e solução de problemas.